- Uma suíte emotiva à cidade de São Paulo, Postais Paulistanos é a melodia que o compositor Edmundo Villani-Cortês extraiu da metrópole. A obra venceu o Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte de 1995. Faz homenagem a lugares importantes no imaginário coletivo da cidade como em Catedral da Sé e Largo do Arouche. Mário de Andrade tem seus poemas usados como fonte de inspiração em Rua Aurora e Quando Eu Morrer, este último recitado pelo próprio Villani-Côrtes. Opus 2004 relembra a boemia do jazz e da noite paulistana. Composta para a poesia de Julio Bellodi, São Paulo traz no samba toda a efervescência urbana. Já Frevo Paulista foi acrescida à suíte posteriormente, composta em especial para a gravação do Grupo AUM. Em 2007, o AUM completa 10 anos e chega ao 3º CD do projeto Música Brasileira de Compositores Vivos. Da possibilidade do contato íntimo entre compositor e grupo nasceram as músicas Tema para Luciana (produtora) e Falando Nisso, essa uma parceria entre Hélcio de Latorre (flautista do AUM) e Villani-Cortês. Luz e Pretensioso trazem uma combinação de vibrafone e piano, fechando o ciclo de obras de Edmundo Villani-Cortês. Sonatina, do maestro e compositor paulista Paulo Maron, foi encomendada pelo Grupo AUM em 2005. São três movimentos, seguindo a estrutura da forma sonata. Explora o potencial dos instrumentos em suas combinações timbrísticas. É construída com técnicas harmônicas que vão da politonalidade aos ciclos de terça. A escrita melódica a partir de séries dodecafônicas harmonizadas tonalmente resultam numa constante ambigüidade tonal à peça. A mesma ambigüidade que o Grupo AUM busca com Postais Paulistanos, um elo no tempo entre uma São Paulo clássica, da Barra Funda de Mário de Andrade, do Largo do Arouche de Villani e a Grande Metrópole de hoje.